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Como prevenir incêndios em casa

26 agosto 2010

Descargas elétricas, sobrecarga em instalações elétricas, falhas humanas, brincadeiras de criança, descuidos são algumas possíveis causas de um incêndio domiciliar.

Para que um incêndio ocorra é preciso que três variáveis estejam presentes: material combustível, como madeira, gasolina, borracha; comburente (oxigênio), que permitirá a queima e calor. Os incêndios são classificados de acordo com o material combustível que esteja alimentando o fogo.


Classificação do incêndio


Incêndios de Classe A ocorrem quando a causa do fogo são combustíveis sólidos, ou seja, o fogo é alimentado por madeira, papel, tecido e outros materiais que deixam resíduos depois de queimarem.

Incêndios de Classe B ocorrem quando a causa do fogo são líquidos inflamáveis, ou seja, álcool, querosene, óleos e combustíveis que causam explosões e incêndios que rapidamente se espalham.

Incêndios de Classe C ocorrem quando as causas do fogo são curtos-circuitos ocorridos em transformadores, fios, e cabos de equipamentos elétricos.

Incêndios de Classe D são incêndios cuja causa é a queima de metais combustíveis, tais como zinco, alumínio e magnésio, também conhecidos como materiais pirofóricos.

Prevenção contra incêndios em prédios e condomínios




Segundo o novo Código Civil, o seguro de imóveis contra incêndios é obrigatório para prédios e condomínios. A cobertura deve incluir, além de incêndios, queda de raios e explosões causadas por gás. Esse tipo de seguro cobre as áreas comuns das edificações e deve ser contratado pelo síndico. Para cobrir a área dos apartamentos, os moradores devem fazer seus próprios seguros.

No estado de São Paulo os condomínios são obrigados por lei a possuir uma brigada de incêndio. Assim, todos os funcionários do condomínio devem ser treinados e fazer parte da brigada para que estejam aptos a utilizar de forma correta os equipamentos de segurança contra incêndios.

Embora não seja obrigatória em todos os estados, a elaboração de um plano de prevenção de incêndios é uma maneira de tornar prédios e condomínios mais seguros contra esse tipo de acidente.

A etiqueta de identificação e a sinalização dos extintores devem ser checadas e as informações registradas na ficha de controle de inspeção.

O registro geral do sistema de hidrantes deve estar sempre aberto. As mangueiras devem possuir pressão suficiente para atingir o foco de incêndio a uma distância que proteja o operador. O comprimento da mangueira deve alcançar todos os pavimentos.

Deve haver pelo menos um funcionário do condomínio habilitado a manusear os equipamentos de segurança contra incêndios adequadamente em todos os turnos.

Nos condomínios as rotas de fuga devem ser mantidas desobstruídas e adequadamente sinalizadas. As portas corta-fogo devem abrir no sentido da saída dos edifícios, resistir ao calor, no mínimo, por uma hora e possuir um dispositivo de fechamento hidráulico. Segundo as normas de segurança, as portas corta-fogo devem ainda receber pintura antiferrugem para que se mantenham sempre em boas condições.

Para que haja boas condições de escape em caso de incêndios é preciso que a edificação tenha corrimão, luzes de emergência e fitas antiderrapantes e as baterias que alimentam os sinalizadores de emergência devem ser periodicamente vistoriadas.

Os síndicos dos condomínios devem solicitar ao Corpo de Bombeiros que vistoriem sistemas de hidrantes, extintores, iluminação de emergência, alarme de incêndio, escadas e portas corta-fogo a cada dois anos (no caso de prédios residenciais) e três anos nos prédios com locais de reuniões públicas.

Previna-se de acidentes que possam causar incêndios


Grande parte dos incêndios que se iniciam dentro de casa tem como causas problemas na rede elétrica, fontes de calor sem supervisão e acidentes com gás. Você minimiza o risco de acidentes com simples precauções, por exemplo, no caso de botijões de gás, prefira alocá-lo na parte externa da residência e nunca deixe panelas no fogo sem supervisão. Outro exemplo são os cigarros, certifique-se que está apagado antes de jogá-lo fora.

Atenção: não ligue mais de um aparelho elétrico na mesma tomada, pois pode sobrecarregar a rede elétrica causando superaquecimento dos fios e iniciando um incêndio. Não "esconda" extensões elétricas sob tapetes e carpetes, pois o atrito entre os materiais pode desgastar os fios elétricos causando curtos circuitos e fogo. Reparações na rede elétrica devem ser realizadas por profissionais especializados. Não faça instalações provisórias e sempre repare fios descascados.

O ferro de passar roupa é uma poderosa fonte de calor, portanto esteja atento para que seja desligado sempre que se afastar dele, mesmo que seja apenas por alguns instantes. Ferros elétricos devem ficar de pé até que sua base resfrie. Outra grande fonte de calor são as lâmpadas incandescentes, portanto evite deixá-las próximas de material combustível.

Líquidos inflamáveis: muito cuidado ao manusear substancias inflamáveis e solventes. Os vapores formados por tais substâncias também são inflamáveis. Isole materiais combustíveis e ferramentas de alta periculosidade em um local de difícil acesso às crianças.

Micro-ondas: não coloque materiais metálicos e papel alumínio dentro do forno.

Velas: mantenha as velas distantes de materiais combustíveis (cortinas, tapetes, papéis, madeira, etc.)

Ao perceber o foco de incêndio, contate o corpo de bombeiros imediatamente e avise a todos para que se retirem.

Não retorne ao local do incêndio antes que os profissionais tenham controlado a situação e não use água ou extintores à base de água para focos de incêndio ocorridos em instalações elétricas ou provocados por líquidos inflamáveis. Nesses casos, o certo é combatero fogo com extintores apropriados.

Fonte: Bbel

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