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Construtoras comemoram vendas

07 abril 2009

Completando amanhã 15 dias do lançamento do Pacote Habitacional do governo Lula e antes mesmo das medidas entrarem em vigor, as construtoras que atuam em Natal já sentem os efeitos da iniciativa. Um aumento na procura está sendo registrado e traz boas expectativas até para aqueles empreendimentos que estão fora da faixa salarial beneficiada pelo pacote. A construtora MRV Engenharia – que atua em 60 cidades – é uma delas. “De uma forma geral, já sentimos uma maior procura por nossos projetos. E acreditamos que a tendência é que esse processo se acentue”, afirma o superintendente regional, Yuri Chaim.

Diante das mudanças que o pacote habitacional propõe, a empresa já está se preparando. Uma equipe de profissionais foi preparada a organizar as modificações necessárias para adequar o novo pacote e colocá-las em prática no mais curto espaço de tempo possível. Chaim prefere não falar em números de aumento para os próximos meses, mas lembra que o mercado já vinha sendo aquecido novamente. “Conseguimos vender cem apartamentos em dois meses”, revela.

Fonte:  Tribuna do Norte - 07/04/2009

A MRV Engenharia está presente também em outras cidades como Natal, Fortaleza e Salvador. Nas duas primeiras, os projetos já estão em fase de comercialização. Na capital potiguar, além do condomínio Nimbus que foi lançado recentemente, a construtora possui mais seis terrenos para novos empreendimentos.

Outra construtora que está tendo sucesso em sua primeira empreitada em Natal é a Cyrela em parceria com a Plano & Plano, que está fazendo reservas e comercializando as unidades do condomínio L’Acqua antes mesmo do lançamento oficial. Segundo a gerente de negócios da Cyrela, Renee Silveira, desde o Salão Imobiliário – no mês passado – a procura é grande. “Fizemos 80 reservas no evento e já conseguimos fechar quase todas elas. Além disso, tivemos uma boa procura por novos cadastros após o Salão”.

Embora o empreendimento seja de médio padrão, Renee acredita que o projeto acaba sendo beneficiado pelo movimento que está sendo criado no setor após o anúncio do pacote habitacional.

Para o empresário Ricardo Abreu, da Abreu Imóveis, o mercado ainda está aprendendo sobre o pacote, mas a iniciativa do governo federal já trás uma série de medidas mais interessantes. “O mercado vai dar uma aquecida muito grande, mas ainda há uma preocupação de que as prefeituras se adequem para a cidade oferecer os benefícios”. Abreu se refere a medidas como incentivos fiscais que devem ser ofertados pelos Municípios para que possam usufruir dos recursos do pacote.
Construir

Dentro da expectativa de um mercado aquecido nos próximos meses, já estão sendo montados eventos voltados para toda a cadeia da construção civil. Com expectativa de atrair 15 mil visitantes, a 3ª Construir RN será realizada no segundo semestre, entre os dias 9 e 13 de setembro.  Os organizadores calculam que os cinco dias de feira movimentem R$ 50 milhões em negócios.

O empresário Ocimar Damásio, responsável pela organização, conta que mais de 50% do 124 estandes já foram vendidos. “Um evento como esse reflete o quanto o pacote habitacional influencia o mercado”.

Prefeitura dá incentivo para a construção civil

Os empresários da construção civil lotaram o auditório da Fiern, em Natal, para ouvir da prefeita Micarla de Sousa o anúncio do Plano de Desenvolvimento do Setor Imobiliário e Incentivo à Geração de Empregos na Indústria da Construção Civil. A chefe do executivo fez questão de ressaltar que as medidas não vão “afrouxar” o Plano Diretor da capital e respeitarão o meio ambiente.

O secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Kalazans Bezerra, explica que quando assumiu a pasta, mais de 500 processos estavam parados na Semurb. Em três meses, cerca de 400 foram analisados dando resposta às empresas. Porém, destes, havia alguns casos em que os empresários declararam não ter mais interesse porque, devido a demora, o projeto teria que ser totalmente reformulado e uma nova entrada no trâmite burocrático não interessava.“O que estamos propondo é mudar a tipologia do empreendimento. Por exemplo, alguns estavam como apart-hotel e agora podem ser residenciais. Porém, isso não significa que haverá mudanças em especificações como o gabarito (altura)”, garante.

As declarações tranquilizaram os representantes de entidades de defesa do meio ambiente. Logo que a prefeitura falou sobre a possibilidade de flexibilizações, um dos grandes temores era de que os “espigões” - alvo de embate entre os empresários e a administração anterior – fossem liberados.

Segundo Bezerra, se a alteração for apenas na tipologia do empreendimento, a licença será liberada em até 15 dias. Caso envolva também alterações no projeto, o prazo será de 30 dias.

Outra das medidas anunciadas pela prefeita Micarla foi a possibilidade de parcelamento em até 15 vezes do Imposto de Transferência Inter-vivos (Itiv) e outros tributos para lançamentos que sejam feitos até o dezembro deste ano. “Esta é uma medida muito importante porque vai atrair mais empreendimentos”, declara o presidente do Sindicato da Indústria de Construção Civil (Sinduscon RN), Sílvio Bezerra.

Varejo dá desconto na venda de material de construção civil

Em vigor desde o último dia 1º de abril, a redução do IPI de 30 itens de material de construção só começou para valer ontem nas principais redes do varejo local.  Em duas delas – Conjol e Armazém Pará -, os descontos não produziram efeito imediato, mas ele é esperado com intensidade para os próximos dias. Larissa Ribeiro, subgerente da Conjol, lembrou que durante a semana passada muitos pequenos empreiteiros estiveram nas lojas da rede para verificar o resultado da retirada do IPI sobre os preços de alguns itens sujeitos ao desconto.

“Estamos esperando que ao longo dessa semana essas mesmas pessoas voltem e concretizem compras”, disse ela. O diretor comercial do Armazém Pará, Mancantoni Gadelha, acha que ainda é cedo para estimar qual será o incremento de vendas. “Que ele virá,virá”, assegurou Gadelha.

No começo do mês, ele antecipou que a reação do varejo local à queda do IPI se daria de forma gradativa. “Quando o primeiro anúncio de redução for veiculado na mídia, os demais acompanharão”, previu.

Isso aconteceu no último domingo e a reação das lojas foi imediata, exibindo cartazes na fachada, chamando atenção para os descontos trazidos pela queda temporária do IPI.

Entre os itens que vem despertando o interesse do consumidor natalense estão, em primeiro lugar, as tintas residenciais, seguidas das linhas de louças sanitárias. Dependendo do tamanho da compra, esses itens ainda são beneficiados com parcelamento em até seis vezes em algumas lojas.

No caso de tintas latex, um carro chefe de vendas, o latão de 18 litros que antes da isenção do IPI custava R$ 85,79, estava sendo vendido ontem por R$ 74,90. Já a bacia com caixa acoplada de R$ 119,90, estava sendo vendida ontem por R$ 98,90.

O maior problema dos comerciantes continua sendo a redução de sua margem de lucro sobre a mercadoria adquirida sem a isenção do IPI. Marcantoni Gadelha, do Armazém Pará, disse que em relação a isso não há mágica: “O jeito foi assimilar esse impacto e seguir em frente”. Sérgio Lucena, gerente da rede Conjol, disse que o momento é não pensar em margens e sim olhar o estimulo que a redução temporária do IPI representará em matéria de estímulo às vendas.

Já para a construção civil, reduções temporárias de impostos não têm qualquer reflexo nos negócios - nem mesmo em relação ao cimento, cuja queda do IPI foi de 4% para 0%.

“Mas vamos ficar de olho e buscar essa vantagem em nossas compras”, disse ontem o presidente do Sinduscon/RN, Sílvio Bezerra. “Mas como prédio e carro são bens completamente diferentes, não podemos dizer se em algum momento a economia feita com cimento poderá se refletir sobre o produto final que demora dois ou três anos para ser concluído”, acrescentou Bezerra.

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