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Crise financeira não atinge mercado imobiliário de Brasília

17 novembro 2008

A crise financeira não está afetando a oferta de crédito imobiliário, de acordo com o gerente regional da Caixa Econômica Federal (CEF) Marcelo Ferreira, que participou neste sábado (15/11) de um salão de oferta imobiliária no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, no centro da capital.

Segundo ele, não houve nenhuma mudança na concessão de crédito, tampouco nas taxas de juros cobradas pelo banco público que mais financia a habitação no Brasil.

“A principal função da Caixa Econômica é financiar o sistema habitacional e não há nenhuma mudança em sentido contrário. Temos o mesmo volume disponível para financiamento – tanto para consumidor final quanto para os empreendedores – e não mudamos a taxa de juros.”

Segundo ele, não há perigo de ocorrer no Brasil o mesmo que houve nos Estados Unidos (crise imobiliária que se agravou em setembro deste ano), quando os bancos financiaram a casa própria de pessoas que depois não tiveram como pagar pelo empréstimo.

“Nós temos sistemas completamente diferentes. No Brasil o financiamento só é feito com garantias e o consumidor só tem como pegar um empréstimo que caiba na renda mensal dele. Não há perigo de acontecer no Brasil o mesmo que houve lá e originou a crise.”

Para o gerente comercial da WImóveis – portal que reúne grande parte das imobiliárias de Brasília e que organiza o salão de imóveis – Marcelo Ramos, também não há crise. A expectativa do organizador é que sejam negociados R$ 50 milhões durante os três dias de feira e mais R$ 150 milhões em pós-venda até dezembro. Ao todo, 70% dos imóveis a serem negociados na capital estão disponíveis no salão. De acordo com Ramos, o que define preço e quantidade de negócios é a “lei da oferta e da procura”.

“Em Brasília existe uma grande procura por imóveis e pouquíssima oferta, pois grande parte das terras ainda são da União. Isso faz com que os preços sempre sejam altos”, alega Ramos, que lembra ainda que o déficit habitacional na capital federal gira em torno de 120 mil habitações e em todo o Brasil chega a 8 milhões de moradias.

“A pessoa que compra hoje um apartamento de dois quartos vai dizer que pagou caro. Daqui a dois anos vai dizer que acredita ter feito um bom negócio. Daqui a quatro anos vai dizer que fez o melhor negócio da vida dela”, explica Ramos.

O alto preço a que Ramos se refere pode significar até R$ 10 mil o metro quadrado nas áreas mais nobres e escassas da capital. No Plano Piloto, um apartamento de dois quartos, de 70 metros quadrados custa entre R$ 400 mil e R$ 500 mil, segundo o gerente da WImóveis. E isso ocorre em outras capitais também, como Manaus, por exemplo.

“Aqui é mais forte por causa dos funcionários públicos e dos concurseiros. Cada concurso público joga no mercado, da noite para o dia, pessoas ganhando de R$ 1,5 mil a R$ 20 mil por mês”, afirma.

Fonte: Correio Web, 15/11/08

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