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MCMV: governo precisa atualizar valor de imóvel para renda até R$ 1.600

27 julho 2011

Mesmo após ser dada a largada da segunda fase do Programa Minha Casa, Minha Vida, ainda falta ser anunciado os novos valores dos imóveis que vão compor a faixa 1 de renda familiar, de até R$ 1.600. De acordo com o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, os imóveis ainda estão com os preços do Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), referentes a dezembro de 2008.
Para Petrucci, para que o Programa alcance as metas, principalmente na faixa de até três salários mínimos, é fundamental que a Caixa e o Ministério das Cidades atualizem os valores dos imóveis com base no aumento dos custos da terra, no aumento dos custos de produção e nas modificações no memorial descritivo das unidades, que resultaram em acréscimo de área construída.

Segundo o economista-chefe, é esperado que o realinhamento dos preços não se transforme em uma discussão sem fim, como ocorria ano após ano no PAR (Programa de Arrendamento Residencial), “pois já se passaram seis meses desse ano sem nenhuma contratação e as empresas do setor que investiram demais na continuidade do programa não podem ficar paradas”.

Nova fase
Para Petrucci, o lançamento da segunda fase do Programa deixou claro que a aposta do governo federal no setor produtivo e na força da construção civil imobiliária foi acertada.

Segundo ele, quando lançado, na primeira fase, “houve dúvidas da capacidade de atendimento da indústria imobiliária e da Caixa para alcançar a meta inicial de 1 milhão de unidades, que foi atingida com muito esforço de todos os envolvidos, em dezembro passado”.

Para o economista-chefe, na segunda fase, o desafio lançado pela presidente Dilma Rousseff, a contratação de 2 milhões de unidades até 2014, com a promessa de que, se o programa estiver em ritmo adequado em 2012, poderá ser acrescida em sua meta mais 600 mil unidades, não é ruim para o setor, que passava por uma fase ruim antes do programa.

No dia anterior ao anúncio no Planalto, o Conselho Curador do FGTS aprovou o aporte adicional de R$ 1 bilhão em subsídios. Também elevou a renda familiar para enquadramento de todas suas operações no âmbito do FGTS de R$ 4.900 para R$ 5.400, bem como estendeu a faixa de renda familiar subsidiada para até R$ 3.100 recompondo, em parte, a capacidade das famílias que poderão ser beneficiadas pelas operações. De acordo com Petrucci, não houve mudança no valor dos descontos (subsídios) nem na taxa de juros praticada.

Fonte: InfoMoney, 26 de julho de 2011
Mudanças na fase 2

  • Os investimentos em subsídio serão de R$ 72,6 bilhões e estão previstos financiamentos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) no montante de R$ 53,1 bilhões;

  • A distribuição de atendimento das faixas de renda: faixa 1 – 60% das unidades; faixa 2 – 30% das unidades; e faixa 3 – 10% das unidades;

  • As faixas de renda atendidas são: faixa 1 – até R$1.600; faixa 2 – de R$1.601 até R$ 3.100; e faixa 3 – de 3.101 até R$ 5.000;

  • Ampliação da área dos imóveis, para atendimento da acessibilidade universal, colocação de portas e janelas maiores e necessidade de azulejos e pisos cerâmicos nas unidades;

  • Nos casos dos imóveis que beneficiam a faixa 1 de renda familiar, os imóveis só poderão ser vendidos antes de dez anos, se o beneficiário “devolver” o valor do subsídio.


Fonte:  Secovi

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