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Sinais de reaquecimento na construção civil

20 fevereiro 2009

Depois de fechar vagas em dezembro, construção civil voltou a contratar. O Governo diz que melhora se deve à injeção de crédito no setor.

MRV Engenharia no Jornal Nacional - fev 09 - Construção civil mantem setor aquecidoO tempo desempregado não durou muito. Joaquim terminou uma obra em dezembro e já está em outra empreitada. Não deu vem pra descansar direito.“Mas está bom, assim tá bom. Está com saúde, tem que arrepiar”, diz Joaquim Moreira Barbosa, carpinteiro. É um dos mais novos carpinteiros da construtora, que começou o ano passado com seis mil funcionários. Hoje, tem mais que o dobro: 13 mil.

A construtora não abortou nenhum lançamento no ano de 2008 e nem tem esse plano para o ano de 2009”, diz Eduardo Barretto, vice-presidente da construtora MRV.

Segundo o Ministério do Trabalho, nos últimos 12 meses, o nível de emprego na indústria da construção aumentou mais de 10%. Só agora em janeiro, a diferença entre contratações e demissões na construção civil resultou em um saldo positivo de mais de 11 mil vagas. Ao contrário de dezembro, quando o número de dispensas foi bem maior.

Para o ministro, as linhas de financiamento abertas para as construtoras ajudaram na criação de novos postos. Ele acredita que o mercado de trabalho, no geral, começa a se recuperar.

“Alguns setores da economia começam a reagir. Construção civil, serviços alguns estados brasileiros, cerca de oito, já foram resultados positivos”, diz Carlos Luppi, ministro do Trabalho.

Mas neste setor o emprego não reage assim tão rapidamente. Na construção civil é assim. O que vemos hoje é reflexo do que aconteceu ontem. Este é um setor em que primeiro ocorrem as vendas, depois, é que vem a produção. Por exemplo, as obras de um prédio residencial que foi lançado em 2007, só agora estão a todo vapor.

Nesta construção só neste início de ano, foram abertas 265 vagas. Já estão preenchidas e tem mais. “Já existem pessoas sendo entrevistadas, aproximadamente 20 pessoas, aproximadamente 20 pessoas para serem contratadas como funcionários diretos e há perspectiva de 200 indiretos ainda esse ano”, diz Antônio Alberto Tavares Pereira, engenheiro da construtora.

Enquanto patrões procuram mão-de-obra, operários podem escolher onde querem trabalhar. Seu José que o diga.

“Eu mesmo vim de São Paulo agora, mas vim porque eu quis, por causa dos meus amigos que tão aqui. Veio uma parte de lá porque quer trabalhar aqui, mas lá tem serviço. A crise pra mim hoje não existe. Não, graças a Deus, no nosso setor, não”, diz José Abade da Silva, armador.

Fonte: Globo.com - Jornal da Globo, 19/02/09

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